Final · Sábado, 08/07/2017 · 10:30
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
0 - 0
Final
2 - 1
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
PRAIA DA LUZ PENTACAMPEÃO!
A final do torneio Grande Escolha foi tudo o que prometeu. Pode não ter sido abundante em golos, mas teve tudo aquilo que uma decisão deve ter: emoção, espectáculo, duas equipas aguerridas, recuperações, oportunidades flagrantes, grandes defesas, casos, prolongamento e incerteza no resultado.
Aos cinco minutos, o primeiro remate de perigo, dos LIMPINHOS. Em jeito de resposta, Luís Lobo rematou, um minuto volvido, ao lado. O próximo a tentar a sua sorte foi Pedro Lagoá, aos nove minutos, com um remate de primeira, à meia-volta, para fora. Os LIMPINHOS ripostaram ao minuto 12, com um tiraço de Luís Lobo que sofreu um desvio num adversário e saiu a rasar o poste.
Aos 13 minutos, infantilidade da defesa dos LIMPINHOS, incluindo o guarda-redes. Deixaram-se todos enganar pela simulação de Pedro Lagoá, que passou para o outro lado e Luís Carneiro Leão falhou o golo de baliza aberta. A maior oportunidade até aí aconteceu pouco depois, com um disparo em arco de Luís Lobo, ao poste. Antes do apito para o intervalo, Manuel Pinheiro obrigou, de longe, António Teixeira a boa defesa.
O regresso do intervalo ficou marcado pela primeira contrariedade para os LIMPINHOS, com a perda de Manuel Pinheiro, o seu principal jogador, algo que também permitiu que a PRAIA DA LUZ assumisse as despesas do jogo. Pouco tempo após o triste percalço, André Antunes, que esteve muito bem, sempre muito activo na frente de ataque, a criar inúmeros problemas à defesa contrária, tentou passar a bola por cima de Paulo Santos, mas falhou o alvo. Ao minuto 32, o avançado deixou de calcanhar para Miguel Couceiro, que atirou ao lado. Um par de minutos mais tarde, André Antunes trabalhou bem sobre José António e rematou para defesa atenta de Paulo Santos.
Aos 42 minutos, mais uma infelicidade para os LIMPINHOS, com Cândido a sair lesionado e a ter de ser substituído por José Pinheiro, que nem tinha planeado jogar. A PRAIA DA LUZ tomou, ainda mais claramente, o domínio do jogo.
À passagem do minuto 47, Pedro Lagoá serviu Rui Brito e Cunha de bandeja, mas o capitão cabeceou para fora. Segundos volvidos, só uma defesa enorme de Paulo Santos a remate de Brito e Cunha impediu que a PRAIA DA LUZ inaugurasse o marcador. Num vaivém desenfreado, ente os 48 e os 49 minutos, Pedro Lagoá soltou um "petardo" de primeira, do meio da rua, ao lado. Luís Lobo rematou suave, a rasar o poste, e Guilhermino aproveitou uma desatenção da defesa da PRAIA DA LUZ e a baliza vazia para disparar de fora da área, ligeiramente desviado. Por fim, no que parecia um golo certo, Pedro Lagoá foi à relva e travou o remate de Miguel Sousa. Já sobre o apito final, Pedro Lagoá cruzou e Rui Brito e Cunha, após um grande movimento, cabeceou para excelente parada de Paulo Santos, que selou, em definitivo, o empate no tempo regulamentar.
O prolongamento trouxe uma cartada da PRAIA DA LUZ, que guardara José Carlos para a decisão, apesar de o avançado já estar disponível há algum tempo. Os primeiros minutos do tempo extra foram disputados, embora calculados, com as duas equipas a terem medo de abrir demasiado e entregar o ouro ao bandido.
Ainda assim, depois de uma primeira ameaça, aos 53 minutos, José Carlos assistiu em bandeja de platina e André Antunes só teve de empurrar lá para dentro.
Logo de seguida, Miguel Sousa falhou de forma clamorosa, isolado e na cara de António Teixeira, e ao minuto 54, o 11 dos LIMPINHOS quase assinou um golaço. Cruzamento da esquerda, o avançado tocou de primeira, de costas, com a bola a rasar a trave.
A PRAIA DA LUZ parecia mais perto do segundo que os LIMPINHOS, combalidos, do empate, mas o futebol tem destas coisas. Aos 57 minutos, Guilhermino (que esteve em todas) apareceu no contra-ataque, solto no corredor central, e rematou sem hipótese para António Teixeira.
Apenas dois minutos mais tarde, Miguel Sousa teve o torneio nas botas, mas o seu remate saiu desviado. Sobre a marca da hora de jogo, na sequência de atrapalhação na área dos LIMPINHOS, José Carlos cabeceou sobre a linha e a bola só não entrou por milagre, com Paulo Santos a conseguir tirá-la lá de dentro.
A PRAIA DA LUZ podia ter ficado em inferioridade numérica no lance seguinte. Guilhermino ia isolar-se e Pedro Lagoá cortou o perigo pela raiz, com uma falta duríssima. Ficou por mostrar o azul ao defesa, que devia ter recebido ordem de expulsão.
Aos 73 minutos, José Carlos partiu os rins a um adversário com duas boas simulações, mas o remate foi frouxo e para fora. Dois minutos depois, foi António Teixeira a ter de se empenhar, com uma defesa fantástica a remate à queima-roupa de Jorge Santos e ao minuto 76, Luís Lobo disparou por cima em boa posição.
Aos 77 minutos, num contra-ataque da PRAIA DA LUZ, ficou na retina grande trabalho de Pedro Lagoá a ultrapassar o carrinho de um adversário e a assistir José Carlos, que solto e de olhos nos olhos com a glória, não perdoou. Estava escrito.
Ao minuto 79, Paulo Santos ainda manteve os LIMPINHOS vivos, com uma defesa fenomenal perante Rui Brito e Cunha, mas a sua equipa não aproveitou ao cair do pano, quando um confusão na área da equipa da casa proporcionou a ocasião perfeita para levar o jogo a penáltis. Contudo, Miguel Sousa não conseguiu finalizar e o árbitro apitou, ditando o fim do torneio e o pentacampeonato para a PRAIA DA LUZ.
Este é um jogo em que se pode dizer que o MVP (jogador mais valioso) e o Melhor em Campo não tem o mesmo nome. José Carlos entrou e resolveu, erguendo-se como a unidade "mais" no momento de todas as decisões, mas esteve apenas 20 minutos em campo, pelo que seria injusto distingui-lo e não premiar o trabalho de quem esteve mais de uma hora a batalhar sem poupar esforços. Muitos podiam ser o escolhido. André Antunes, pelo que trabalhou na frente, desgastando a defesa, criando oportunidades e coroando a sua grande exibição com um golo. António Teixeira e Paulo Santos, pelo que defenderam durante toda a partida. José António, pelo esteio que foi (e tem sido) na defesa dos LIMPINHOS. Rui Brito e Cunha, pela capitania e atitude mais comprometida que nunca, de crista baixa e muito trabalho em prol da equipa. Luís Carneiro Leão, pela forte presença e voz de comando desde trás. Luís Lobo, pela forma como fez a cabeça dos defesas contrários em água. Guilhermino, por nunca ter baixado os braços e ter sido o mais valente remador entre a adversidade, força motriz de uns LIMPINHOS que nunca deitaram a toalha ao chão.
Contudo, um jogador assumiu ainda maior destaque. Constantemente a servir os colegas, assistiu para o golo da vitória. Foi insuperável na defesa e o pilar do meio-campo, face à ausência de um verdadeiro criativo. Só não leva o 5 por aquele amarelo azulado, que manchou uma exibição imaculada. Não é o melhor jogador, mas foi o que mais batalhou, o que mais interveio, o que mais procurou a vitória que deu o “penta” à PRAIA DA LUZ. Sabem de quem falo. Caso não saibam, eis o seu nome: Pedro Lagoá.
MVP: José Carlos
Melhor Em Campo: Pedro Lagoá
by Inês Braga Sampaio