Meias Finais · Sábado, 01/07/2017 · 10:30
PRAIA DA LUZ
SANREMO
PRAIA DA LUZ
SANREMO
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
6 - 1
Final
6 - 1
PRAIA DA LUZ
SANREMO
DE GOLEADA EM GOLEADA. A PRAIA DA LUZ METE MEDO
A segunda meia-final resultou numa goleada da PRAIA DA LUZ, por 6-1, que colocou um ponto final cruel e inglório na meritória campanha da SANREMO, cuja presença entre os quatro melhores do torneio surpreendeu apenas os menos atentos. Quanto ao finalista, é indubitável que, quando Paulo Gomes abre o livro (e se torna Paulinho), a sua equipa fica sempre mais perto de vencer.
A SANREMO entrou mesmo a perder, ao sofrer um golo logo aos sete segundos, directamente surgido do pontapé inicial, em tão-só quatro passes. Posta a bola em jogo, Paulo Gomes abriu em Rui Brito e Cunha, que devolveu com um cruzamento de primeira para o segundo poste, para o desvio certeiro de Paulinho.
Aos quatro minutos, Luís Lobo disparou de primeira, sobre a esquerda, ligeiramente por cima, e no minuto seguinte, Pedro Lagoá rematou de longe, algo lento, e a bola foi aninhar-se no canto inferior direito da baliza de Domingos Pereira. Muita gente mal na fotografia, desde a defesa ao guarda-redes.
A SANREMO podia ter regressado ao jogo à passagem do minuto oito, quando Ricardo Rocha trabalhou bem pelo corredor central e entregou a Pedro Alves que, encostado ao poste esquerdo, preferiu, incompreensivelmente, devolver para remate do defesa e consequente parada de António Teixeira, em vez de rematar para o golo certo.
Os erros pagam-se caro, especialmente contra uma equipa como a PRAIA DA LUZ, e aos 10 minutos, após grande jogada colectiva, com Paulinho a lançar Luís Lobo na direita, o 14 cruzou para o segundo poste e Rui Brito e Cunha encostou sem oposição.
Ao minuto 15, o recital de Paulinho prosseguiu com uma bola longa para Luís Lobo, que isolado de costas para o guarda-redes, tentou picar de cabeça. Domingos Pereira esticou-se todo e conseguiu defender "in extremis". Um minuto depois, Pedro Lagoá serviu Luís Lobo com conta, peso e medida e o 14 aproveitou da melhor maneira.
Aos 17 minutos, Ricardo Rocha cometeu falta e levou amarelo por protestos. Paulo Gomes bateu o livre para a entrada da área, onde apareceu Luís Lobo a rematar para mais um golo.
Para completar a festa de golos, já em cima do apito, André Antunes também pôde picar o ponto. O avançado recebeu a bola na esquerda e finalizou cruzado, com toda a tranquilidade.
No regresso para a etapa complementar, a PRAIA DA LUZ, em vantagem ultra confortável e com possibilidade de descansar, tirou o pé do acelerador e permitiu que a SANREMO tomasse conta da bola. Aos 28 minutos, Pedro Alves rematou à meia-volta, para fora. Volvido um minuto, durante a fase de maior assomo da SANREMO à baliza adversária, a defesa da PRAIA DA LUZ facilitou e, quase sem ângulo, José dos Santos atirou forte e ao canto superior da baliza de António Teixeira.
Aos 32 minutos, José dos Santos ficou amarelado por protestos e, aos 33, Domingos Pereira subiu e obrigou António Teixeira a defesa atenta. Foram também protestos que valeram o amarelo a Pedro Alves, numa altura em que a SANREMO já jogava com Joaquim Moura como guarda-redes líbero.
Aos 39 minutos, Rui Brito e Cunha isolou Miguel Couceiro, que se atrapalhou e acabou por rematar frouxo, para Carlos Rodrigues limpar mesmo em cima da linha. Corria o minuto 40 quando chegou o momento mais feio do jogo, com Ricardo Rocha a descontrolar-se e dirigir palavras pouco próprias ao árbitro. O cartão azul directo foi castigo adequado. Já a fechar, António Teixeira brilhou a remate de Joaquim Moura, conservando a vantagem de cinco golos construída na primeira parte.
No final, passagem de mérito da PRAIA DA LUZ à final, que pode não ter sido sempre plenamente regular, mas nunca deixou dúvidas da sua capacidade para arrecadar qualquer vitória sempre que carregasse no acelerador. Manuel Frias ainda tentou uma invasão de campo (prontamente frustrada pelos “stewards”), mas a PRAIA DA LUZ não precisou dos seus golos para chegar a uma vantagem folgada que deixa duas certezas: a SANREMO é muito mais do que aquilo que o campeão a deixou mostrar, os LIMPINHOS terão de remar muito para operarem nova surpresa na final. “Alea iacta est”, já dizia Júlio César. Vem aí uma grande final.
MVP: Paulo Gomes
by Inês Braga Sampaio