Quinta-feira, 15/06/2017 · 12:00
PICTET-Private Banking
SANREMO
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SANREMO
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
2 - 1
Final
3 - 1
PICTET-Private Banking
SANREMO
PICTET COBRA À SANREMO O IMPOSTO DO DESPERDÍCIO
Podemos afirmar, com toda a certeza, que no Torneio Grande Escolha não há quaisquer fugas aos impostos. Prova disso é a SANREMO, que tanto desperdiçou, mas no fim lá pagou a conta de falhanço atrás de falhanço e falhou a aproximação ao quinto lugar.
A PICTET é que sai a rir, com três pontos amealhados e oportunidade de chegar ao pódio, após a vitória, por 3-1, sobre a equipa que partilha nome com cidade e festival. O festival italiano da canção, ainda para mais. Algo a que a SANREMO nunca se deveria candidatar, já que entrou em campo logo a desafinar.
Mário Almeida precisou apenas de três minutos para fazer o gosto ao pé. Com um remate lento mas bem puxado ao poste mais próximo, o 2 da PICTET deu o tom para uma grande exibição, tanto na defesa como no ataque.
Ao minuto seis, contudo, a SANREMO deu ar de sua graça. Joly, Pedro Alves, Joly, Pedro Alves e o avançado encostou para a baliza sem guarda-redes, numa jogada que deixou à vista o que de melhor a SANREMO faz. Pena que a eficácia não assista uma das equipas que melhor futebol jogam neste torneio.
Após o empate, a SANREMO dominava a bola e o jogo, mas a bola teimava em não entrar. Não quer isto dizer que a PICTET não dispusesse, também, de oportunidades, porque Manuel Frias conseguiu, durante esse período, falhar o alvo duas vezes com a baliza escancarada.
Em cima do intervalo, Ricardo Rocha bateu um livre directo de bem longe e obrigou Rui Cardoso a defesa apertada.
Após o descanso, o jogo não mudou de figura, com as duas equipas a tentarem alvejar a equipa adversária. A “sorte” sorriu à PICTET. Aos 38 minutos, Mário Almeida partiu de trás para empurrar um cruzamento de Manuel Frias para o fundo da baliza.
O que se seguiu foi um festival de desperdício da SANREMO. Aos 40 minutos, Pedro Alves atirou ao poste e, aos 42, na cara do golo, “espirrou” o taco. Joly falhou, pelo menos, dois golos cantados e José dos Santos pôs os apanha-bolas a correr com remates disparatados.
Pelo meio, Manuel Frias conseguiu tropeçar numa bola e Domingos Pereira realizou uma defesa de elevado nível de dificuldade.
Até aos 50, tentasse quando, como, de onde e quem tentasse — Pedro Alves, José dos Santos, Joly, Ricardo Rocha, fosse quem fosse — a SANREMO não conseguia, pura e simplesmente, fazer abanar as redes de Rui Cardoso, apesar das muitas e boas oportunidades.
Perante a incapacidade do adversário para concretizar o que se cria e porque quem não marca sofre, o golo da PICTET foi quase previsível. Aos 48 minutos, Mário Almeida rematou do meio da rua e a bola, obediente, foi aninhar-se no fundo das redes. “Hat-trick”. Até parece fácil. A SANREMO pode assegurar que não é.
MVP: Mário Almeida (PICTET-Private Banking)
by Inês Braga Sampaio