Sábado, 03/06/2017 · 10:00
JUVENTAS
PICTET-Private Banking
JUVENTAS
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Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
1 - 5
Final
1 - 5
JUVENTAS
PICTET-Private Banking
“REAL” PICTET PASSA POR CIMA DA JUVENTAS
Diz-se que o Real Madrid é a melhor equipa do mundo, mas parecem esquecer-se todos do Torneio Grande Escolha, em que milita uma certa equipa goleadora, de seu nome PICTET-Private Banking. Não equipou de roxo, mas sim de negro, “luto” anunciado às irmãs bianconere.
Se o bicampeão da Europa espetou quatro “pipocas” à todo-poderosa Juventus, os homens de Pedro Bumba fizeram ainda melhor meras horas antes, com uma fantástica “manita” à não tão poderosa JUVENTAS. Aliás, os paralelismos são evidentes, com Pedro Bumba a partilhar a virilidade de Sergio Ramos (alguns chamar-lhe-iam “pau”), Francisco Sarmento a vestir as botas de Isco e Manuel Frias a ser, quem mais, todo um Cristiano Ronaldo do Torneio Patricius.
Mas falemos de futebol jogado, que é isso que pagamos todos os meses o dobro da mensalidade da operadora para ver. A partida começou dividida, com muita luta a meio-campo nos minutos iniciais.
A primeira a ameaçar foi a PICTET, com Rui Livramento a brilhar com uma boa defesa a remate de Pedro Bumba, assistido pelos pezinhos de lã de Francisco Sarmento.
Aos sete minutos, Marcelo Pinheiro passou por todos, mas já depois de fintar o guarda-redes, quis dar só mais um toque e perdeu a bola.
Ao minuto 11, Manuel Frias atirou de longe, mas Rui Livramento conseguiu uma grande defesa. Cinco minutos volvidos, o 10 falhou o golo de forma clamorosa, sem o guarda-redes na baliza.
Aos 17 minutos, o futebol decidiu ser cruel com a JUVENTAS. Rui Cardoso provou que é um guarda-redes que ganha pontos e respondeu a um remate de Marcelo Pinheiro com um vôo espectacular. Na resposta, a PICTET somou uma boa combinação no ataque, a JUVENTAS falhou as marcações e Manuel Frias não perdoou, fazendo o primeiro no jogo.
A JUVENTAS cresceu no jogo e, ao minuto 21, o aniversariante Afonso Figueiredo, um dos melhores da equipa da casa, rematou fraco, cruzado, desde a linha lateral, com a bola, lenteinha, a entrar de forma surpreendente, qual jogada de matraquilhos. Estava feito o empate.
Empate, esse, que pouco durou, pois passado um minuto, uma assistência primorosa de Manuel Frias deixou Mário Almeida na cara do golo e este não perdoou, desfazendo a igualdade.
Aos 24 minutos, Francisco Sarmento flectiu para dentro, tirou o marcador directo do caminho e chutou para excelente defesa de Livramento. A JUVENTAS bem podia agradecer ao seu guarda-redes o facto de chegar ao intervalo a perder apenas pela margem mínima.
No regresso das cabinas, a JUVENTAS entrou com grande intensidade, mas Manuel Frias cedo “matou” quaisquer ilusões de grandeza. Aos 32 minutos, o avançado recebeu na profundidade, tirou um adversário da frente com um toque subtil e, no um-para-um com o guarda-redes, atirou, com muita calma, para o fundo da baliza.
Começara o “show” da PICTET. Durante os minutos seguintes, os visitantes mandaram duas bolas aos postes e o resto não entrou apenas por “culpa” de Rui Livramento. O guarda-redes brilhou entre os postes e fora deles, com algumas saídas à Neuer (ou Ederson, mais recentemente). Do outro lado, o outro Rui, o Cardoso, fazia de Navas e não permitia surpresas.
A JUVENTAS também ia tendo várias oportunidades, mas Marcelo Pinheiro estava em dia “não” (poder-se-ia confundir com Gonzalo Higuaín, com a barba e a mira estragada). Ao minuto 41, o 2 bianconero, superiormente servido por Miguel Lopes, falhou o golo em frente à baliza e sem oposição.
Dois minutos depois, Manuel Frias voltou a mostrar que, com espaço para executar, é letal. O avançado recebeu uma bola da defesa, fintou um oponente, enganou o guarda-redes e encostou para o golo da tranquilidade, completando um fantástico “hat-trick”.
Aos 49 minutos, foi altura de José Augusto Santos “picar o ponto”: captou um ressalto e atirou, isolado, fora do alcance do guarda-redes, dando gordos contornos a uma goleada, apesar da superioridade da PICTET, algo enganadora, demasiado pesada para o que a JUVENTAS fez no ataque.
Porém, do desperdício não reza a História e de se’s está o futebol cheio. Nos registos, fica uma excelente exibição da PICTET, coroada com uma goleada e finalização “cristiânica” de Manuel Frias. A Bola de Ouro também se entrega em cartão?
MVP: Manuel Frias (PICTET)
by Inês Braga Sampaio