Sábado, 27/05/2017 · 10:00
BH 45
AvB 1200
BH 45
AvB 1200
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
2 - 3
Final
2 - 3
BH 45
AvB 1200
BH 45 QUASE SURPREENDIA AVB 1200
Na segunda partida do dia, um valente BH, com Ramiro Leão em destaque, quase conseguiu travar a AvB, mas os verde e brancos, ainda que irreconhecíveis, impuseram a lei do mais forte e levaram o último classificado de vencida, por 2-3.
Quanto ao encontro, a AvB desde cedo tomou as rédeas, mas circulava a bola de modo demasiado especulativo. Surpreendentemente, o BH apresentava-se mais perigoso, com contra-ataques que faziam mossa sempre que ia o cântaro à fonte.
Logo no primeiro minuto, a equipa da casa fez o primeiro aviso, com um bom remate de Francisco Pessanha, ligeiramente ao lado. Aos quatro minutos, novo remate de Pessanha, este muito por cima.
A AvB respondeu aos 10 minutos, mas Pedro Mesquita bateu no poste. Aos 14 minutos, livre batido com toque para o remate de Luís Fabião, mas Ramiro Leão defendeu com o peito.
A AvB continuava lenta e irreconhecível e, para (des)ajudar, Ramiro Leão evitava golos de todas as formas e feitios. Aos 16 minutos, o guardião do BH interceptou um cruzamento com uma palmada e defendeu, com os pés, a recarga de Luís Fabião.
Do outro lado, à passagem do minuto 21, superiormente servido por Francisco Pessanha, Rui Guedes falhou frente ao guarda-redes.
Aos 21 minutos, Tóbé partiu o cântaro. O 13 chamou para si a sorte que favorece os audazes e beneficiou de um ressalto para abrir o marcador, pondo em choque todo o Arena Fé. O BH 45 estava na frente do marcador.
O choque pareceu acordar a AvB, que subiu drasticamente de produção e apenas tardou quatro minutos em repor a igualdade. Ao minuto 25, isolado, Luís Fabião fez um belíssimo chapéu ao guarda-redes, abrindo caminho para a reviravolta, mesmo antes do intervalo .
No regresso para a segunda parte, o BH esteve perto de voltar a saltar para a vantagem. Descaído para a direita, Tóbé amorteceu com o peito e rematou a rasar a trave.
Aos 31 minutos, contudo, Pedro Mesquita passou por vários adversários e habilitou Gonçalo Brandão, que não perdoou e consumou a “remontada”, como a Avenida da Boavista tanto gosta.
Foram precisos cinco minutos para se voltar a gritar “golo” no Arena Fé, mas o golaço de Luís Fabião valeu por cada segundo. Depois de partir os rins a um defesa, o 9 da AvB dançou em frente ao guarda-redes, deitou-o duas vezes e, por fim, ganhou espaço para fazer o terceiro.
Ainda assim, o BH não perdeu a esperança e viu-se recompensado quando, aos 38 minutos, Francisco Pessanha correu para um ressalto e, isolado, beneficiou da falta de clarividência do guarda-redes Jaime Resende para empurrar o esférico para o fundo da baliza.
O jogo partiu-se e as duas equipas começaram a tentar desenfreadamente o golo, mas falhavam consistentemente o alvo, com demasiados remates por cima e para os lados. Luís Fabião, com duas ocasiões soberanas perdidas, foi o rei do desperdício, mas há que elogiar a prestação de Ramiro Leão. O guarda-redes do BH, que foi um “monstro” entre os postes e fora deles, só não parou o impossível, mas esteve lá perto.
Nos cinco minutos finais, o BH conseguiu remeter a AvB ao último terço, uma visão histórica, mas foi sempre incapaz de fazer o empate. Por outro lado, a equipa visitante ameaçava em contra-ataques letais.
Aos 47 minutos, a cruzamento exímio de António Pereira, Luís Fabião podia ter arrumado o assunto, mas isolado e com a baliza escancarada, atirou ao poste. Já em cima do apito final, na cara do guarda-redes, o 9 voltou a bater nos ferros da baliza de Ramiro Leão.
MVP: Ramiro Leão
by Inês Braga Sampaio