Sábado, 13/05/2017 · 10:00
PICTET-Private Banking
BH 45
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BH 45
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
5 - 0
Final
5 - 1
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BH 45
PICTET NÃO DÁ FÉRIAS AO BAIRRO HOLIDAY
A PICTET atropelou o BH 45 no segundo jogo da oitava jornada, por 5-1, mas o resultado não podia estar mais longe do que sucedeu na primeira parte. Na segunda metade, porém, as diferenças entre as duas equipas fizeram-se finalmente notar e a equipa da casa alcançou números expressivos.
O jogo começou lento e especulativo, com ligeiro ascendente da PICTET, mas os favoritos jogavam apáticos, sem chama nem arte, e mostravam-se incapazes de criar oportunidades.
Após aviso de Francisco Pessanha, para boa defesa de Rui Cardoso, contudo, a PICTET começou a assumir mais o jogo. Já depois de Francisco Sarmento (era dia de Francisco, afinal) ter falhado um desvio à boca da baliza, após ressalto, Amaro Moreira progrediu bem, em envolvência com os colegas, mas à frente da baliza, rematou ao lado. Logo depois, assinou novo falhanço incrível à boca da baliza.
Porém, não se desengane quem pensar que o BH estava a ser presa fácil, pois isso não poderia estar mais longe da verdade. A equipa visitante defendia de forma muito organizada, com marcação individual cerrada que impedia que a PICTET criasse lances de verdadeiro perigo. As poucas ocasiões de que os locais dispunham provinham de situações fortuitas.
Por outro lado, o BH não se coibia de atacar e, embora o fizesse com cautela, conseguia causar calafrios à defesa adversária. Aos 21 minutos, por exemplo, Francisco Pessanha conduziu entre dois adversários e rematou para uma boa defesa de Rui Cardoso.
Ao minuto 23, já bem perto do intervalo, Manuel Frias deslindou o código de acesso à baliza de Ramiro Leão. O disparo de longe de Mário Almeida ia para fora, mas o 10 da PICTET libertou-se da marcação e emendou a trajectória da bola, para o interior da baliza.
O BH regressou dos balneários com vontade de inverter a sorte e, logo aos 26 minutos, Tóbê ultrapassou dois oponentes e atirou para uma grande defesa de Rui Cardoso.
A PICTET castigou a ineficácia contrária com dois golos de rajada, passados a papel químico do tento inaugural. Manuel Frias respondeu, sobre a linha de golo, a um cruzamento da esquerda e cruzou, ele próprio, também da esquerda, para o desvio de Amaro Moreira ao segundo poste, também em cima da linha. Ambos ao minuto 27.
A PICTET viera transfigurada do intervalo e o BH não mais se recompôs. Logo aos 29 minutos, jogada de envolvimento da PICTET deixou Manuel Frias isolado frente ao guarda-redes e, no mano-a-mano, o número 10 atirou forte para o fundo da baliza.
À passagem do minuto 32, após “parede” com Tóbê, Francisco Pessanha escorregou no momento de visar a baliza. Na jogada seguinte, Manuel Frias passou por três e atirou a contar, rubricando um impressionante “poker”.
Um amarelo aos 33 minutos condicionou a acção de Pedro Bumba, o esteio da defesa da PICTET, e libertou o BH na busca pelo golo de honra. Já perto do final, ao minuto 43, Francisco Pessanha atirou ao poste na sequência de um contra-ataque de dois-para-um.
Já em tempo de descontos, o BH teve o prémio merecido, em novo contra-ataque conduzido por Pessanha. Este assistiu António Neves, que não falhou. Foi um golo tardio, parco para tudo o que o BH fez na primeira parte, mas demasiado para o que não fez na segunda.
MVP: Manuel Frias
by Inês Braga Sampaio