Final · Sábado, 16/12/2017 · 11:00
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
Ficha de Jogo
Árbitro
—
Pontos Árb.
—
Intervalo
2 - 0
Final
5 - 1
PRAIA DA LUZ
LIMPINHOS
ABRAM ALAS PARA SUA MAJESTADE:PRAIA DA LUZ CAMP8ÃO
Num jogo grande, os detalhes fazem a diferença. A eficácia sendo o mais importante, já que, num desafio em que poucas vezes o cântaro vai à fonte, há que parti-lo o mais frequentemente possível. Assim fez a PRAIA DA LUZ, tremendamente eficaz no ataque à baliza e um autêntico "muro" lá atrás.
Logo aos 30 segundos, Paulo Gomes habilitou André Antunes com um fantástico passe longo e foi por pouco que o avançado não abriu o marcador. Paulinho repetiu a dose aos três minutos — desta feita foi Luís Lobo, de cabeça, a ficar perto do golo.
Aos oito minutos, contra-ataque vertiginoso da PRAIA DA LUZ, tudo ao primeiro toque, e só uma sensacional saída de Vítor Santos impediu o golo de Antunes.
Aos 10 minutos, Lobo superou um adversário e cruzou para o coração da área e Rui Brito e Cunha desviou, de calcanhar, para o fundo das redes. Um grande golo a abrir um grande jogo.
Pouco mais tarde, num minuto, os dois guardiões foram decisivos. Vítor Santos tirou o pão da boca a Lobo e, no lance seguinte, António Teixeira parou um grande remate à meia-volta de Manuel Pinheiro (sempre muito arredado da ação, devido ao posicionamento mais adiantado).
Aos 19 minutos, Joaquim Duarte tabelou com Antunes e desferiu um forte remate que beneficiou de um desvio para fugir ao alcance do guarda-redes. Estava feito o segundo.
Aos 29 minutos, Pinheiro cruzou e Miguel Sousa cabeceou ao poste.
Paulo Gomes era o maestro da PRAIA DA LUZ, a pautar os ritmos de jogo, jogando e fazendo jogar como poucos. Luís Lobo era, no momento defensivo, o "cão de guarda" de Pinheiro e, no momento ofensivo, um dos jogadores com maior discernimento na troca de bola.
Lobo só não parou Pinheiro quando não podia: aos 30 minutos, o médio dos LIMPINHOS deu nova vida ao jogo, com um livre superiormente cobrado, a subir e a descer nas alturas certas e com um arco perfeito rumo ao cantinho da baliza de António Teixeira. Um dos melhores golos do torneio.
Um minuto depois, contudo, Brito e Cunha sentou dois adversários e atirou pegado ao poste mais próximo, para novo excelente golo, como ia sendo apanágio da partida. Infelizmente, lesionou-se logo a seguir e não pôde dar o seu contributo durante o resto do desafio.
Aos 37 minutos, Antunes ganhou um penálti, no entanto, na conversão, atirou por cima.
Ao minuto 44, António Gomes viu o cartão azul direto, por conduta antidesportiva. Um minuto volvido, na sequência de um canto, Lobo cabeceou ao lado.
Aos 46 minutos, o momento de glória de Antunes, a pôr um ponto final na discussão do melhor marcador do torneio. O avançado tirou o marcador direto da jogada com uma simulação e um toque subtil, foi buscar a bola outra vez e atirou, imparável, para o golo da tranquilidade.
Em cima do apito final, Lobo festejou o título de melhor jogador do torneio com um golo que teve tanto de sorte como de arte.
Feitas as contas, pouco há a dizer sobre a justiça da conquista, quando se trata da única equipa invicta do torneio, vencedora da fase inicial, com menos golos sofridos e com o melhor marcador da competição. Afinal, assim se fazem os campeões.
MVP: Paulo Gomes
by Inês Braga Sampaio